Acéfalos: Agosto 2010

segunda-feira, agosto 23

O Drible Contra a Morte (Parte XI)

A natureza humana nada mais é do que os instintos que nos regem.

Pensando na origem das nossas ações, penso que temos 2 pontos fundamentais: o instinto agressivo e a perpetuação da especie.

Passaram-se milenios e ainda temos gravado na nossa psique mais íntima a perpetuação da espécie.

Mas como isso ocorre, sendo que não atuamos como seres que agem seguindo esse caminho'

O instinto paternal e maternal é tangibilizado pelos cuidados aos nossos descendentes. Esses cuidados são o sentimento mais genuíno de amor. E também o que nos impulsiona para a perpetuação da espécie.

Nas relações sociais, aprendemos que devemos amar ao próximo como a nós mesmos, para na verdade conseguirmos suportar o outro.

Talvez o maior papel da religião seja exatamente esse.

Cada dia que passa estou mais convencido que não é o "natural" do ser humano suportar o próximo. Ainda mais nas grandes cidades. A proximidade entre as pessoas é um dos elementos geradores das neuroses modernas, fatos pouco comuns no campo e nas cidades pequenas.

Fica claro também que as aproximações quase nunca são de natureza altruísta. A itenção é sempre explorar prazer no outro. De que forma for... até causando prazer no outro.

E a solidariedade como já escrevi em outro capítulo serve para aplacar culpas e auto satisfação. Nesse mundo de confusão, o tal do amor é o catalisador para manter o povo fiel às igrejas.

Amor é a fraqueza que queremos transformar em fortaleza: mera convenção para sofremos. Nos enchemos de culpa e inspiração. Mandam-nos repetir "mantras" (orações, quaisquer que sejam) para buscar livrar-se do mal... mas o que é o mal:

O "mal" apontado pela igreja na maioria das vezes é simplesmente a concretização de um ato instintivo e natural. A agressividade é o motor da sobrevivência, do sexo, da competitividade, da vontade de potencia para vencer.
Não é a maldade dos psicopatas e sim apenas aquela nos impele, que nos destaca numa multidão, nos faz receber justiça.

Sou mais deixar a natureza assumir o controle.

Declare guerra!

terça-feira, agosto 17

Eterno Retorno e o Medo da Morte

(extraído de um comentário em fórum de discussão Nietzschiano)

... o eterno retorno e medo da morte na TEORIA e não na BIOGRAFIA do bigode:

- Artifício dos tolos está no vício das drogas como forma de vivenciar o divino eternamente e de se sentir onipotente e fugir do medo da morte.

O mesmo vale pela necessidade de fazer caridades e poupar tudo que tem para os descendentes gozar de boa vida. A boa morte, na nossa cultura passa pelo crivo do sentimento da missão cumprida e que ninguém poderá ficar desamparado.

A teoria de Nit é muito prolixa sobre esse assunto e ele é controverso em vários trabalhos. Para isso deixo a cargo dos academicos.

Viver a mesma vida, reencarnação após reencarnação, além de ter sido abordado de forma demasiadamente comportada em "Quando Nietzschw Chorou", encerra em si uma teoria "matrixiana" muito pobre...

O eterno reotno está na merda da nossa pífia rotina. Para não dozer vida.

sexta-feira, agosto 13

Aforismos de um Autor Apolíneo

Achava-me filho de Baco.

Passou-se o tempo da rebeldia, da instabilidade interior e do interesse pelo sobrenatural.

Fiquei por muito tempo no casulo. Nem sei direito o que restava de minha inquietação interior depois de tanto tempo pacato e achando que a vida se encerrava naquilo.

Fui tomado de paixão novamente e um reviravolta tomou conta da minha vida e da minha cabeça.

Pensei em tomar de volta a natureza bacante que achava que habitava em mim, mas eis que em meio à várias tormentas, aparece o Dimas apolíneo.

Philip Leck morre, o anarquista morre... a transformação se completa.

O Sol me comanda, e me descubro filho de Apolo.

Ser filho de Apolo é dar o exemplo do que é certo.
Ainda em atitudes inexatas, tropeços, enganos, pequenos vícios do passado bacante me invadem.
Mas a ordem, progresso interpessoal, o reconhecimento do produto do trabalho e a paz passam a ser o que todos se apercebem de mim.

Poucos percebem que no fundo, bem lá no fundo, Baco deixou um legado maldito. Onde estaria se não fossem a estrutura que criei, pergunto.
E respondo: uma rua, um violão, um chapeu e em meio a acordes, tilintares de moedas ora tocando o chão, ora o chapéu enriquecendo a melodia das cordas.

Uma obra bem maior está sendo criada. E apesar de poética a cena acima de nada pode-se aspirar. Mas de uma família... Ah sim! O AMOR FAZ MILAGRES.

Apolo me comanda com o amor. Se me deixasse levar por Baco, seria apenas paixão, aquele sofrimento que a define.