Acéfalos: Brasil em Letargia

segunda-feira, julho 3

Brasil em Letargia

O Brasil pode ser definido como o país do carnaval e do futebol. Interessante não é?

Nenhum país tem como a folia o símbolo natal. Normalmente fala-se em pontualidade britânica, frieza alemã, materialismo judeu e português, negociantes árabes, trabalhadores coreanos (só para iniciar a lista).

O que chama atenção nos últimos tempos é a falta da nacionalidade nos simbolos nacionais e passividade como isso acontece.

Alguns podem até argumentar que o mundo é globalizado e isso é uma tendência hoje. Mas vamos analisar:

1) A única cidade que exporta carnaval é o Rio de Janeiro. Sambódromo lotado e desfiles transmitidos para todo o mundo.
Eis que o enredo vencedor fala sobre um tal de Simon Bolivar, e eis que a GRES Vila Isabel foi patrocinada pela Empresa de Petróleo Venezuelana que é estatal e controlada por Hugo Chavez.
É claro que quem faz a festa é o povo brasileiro, apesar de que, mesmo este argumento é furado: só artistas e classe média desfilam enquanto os pobres batem tambor, empurram carros e fazem número na avenida.

Ou seja, este ano tivemos uma festa de ricos e de estrangeiros.

2) O país do futebol desencantou o mundo. Não vou listar as mazelas do Parreira e de seu elenco. Só digo que o elenco foi dele e não da nação.
Quero dizer com isso que o Brasil perdeu não só a Copa como também a credibilidade porque não jogou como Brasil.
Não vou entrar no mérito de jogar com coração, nem nada disso. Apenas que os jogadores preferiram jogar com o modelo europeu.

3) A fauna e a flora de nosso país está a cada dia se esvaindo em derrubadas clandestinas e queimadas para plantio de soja na Zona Amazônica. Não há política de proteção ambiental e os povos das matas vendem-se para os estrangeiros que vêm explorar nossa biodiversidade.

A nação assiste passivamente o país se desintegrar, tanto em seus símbolos como em sua estrutura.

A letargia que já descrevi anteriormente fica cada dia mais evidente e não nos assombra mais os políticos nos roubarem, os bandidos nos aterrorizarem, qualquer estrangeiro nos explorarem.

Vivemos uma nação estática em que a maior forma de protesto é cantar a música Brasil do Cazuza. Isso não resolve.

É claro que também não vai resolver eu ficar gritando no meio de uma praça como um pastor evangélico esperando arrebanhar o povo para uma revolução.
Hoje, nada pode o povo contra o poder. O muro que separa as ações populares da mudança e progressão do país é gigante, e é violento.

É triste ver uma seleção dos melhores jogadores do mundo ficar estática, assistindo a invasão dos franceses em nosso gol.

Da mesma forma a nação paralizada contra os bandidos e os políticos corruptos.

É triste ver a população tencionando votar nos mesmos que estão no poder hoje, seja de que lado for.

Devíamos cantar o hino nacional diariamente como no passado para lembrarmos de matéria somos feitos.(Só que estamos desligados)

4 Comments:

Anonymous Tatolinux said...

Pois é, pois é, pois é... como se já não bastasse todos os problemas que temos com a politica, o nosso icone maior que é o futebol, resolveu remar com a conrrenteza. Mas nós, reles mortais, componentes da ralé, não podemos nem fazer como politicos, e nem como a seleção, e nos deixarmos abater, a lida é obrigatória para nós.

9:45 AM  
Anonymous Anônimo said...

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8:01 PM  
Anonymous Anônimo said...

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4:47 AM  
Anonymous Anônimo said...

I like it! Good job. Go on.
»

6:52 PM  

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